Atualizado: julho de 2026 · 7 min
Acidentes · danos no veículo

Acidente só com danos no carro na Espanha: reclamar reparo

Quando não há lesões, o processo é sobre prova, valor do reparo e quem paga. A declaração amigável (parte amistoso), fotos antes de mover os carros, orçamento, a avaliação de danos da seguradora (peritaje) e prazos da seguradora decidem se você recupera o custo ou fica com avaliação baixa.

Só danos reparo
Fotos + orçamento prova central
Reclamação escrita primeiro passo

Inclui dano em carro estacionado, batidas leves, fuga se documentada e disputa sobre custo de reparo.

Preparar reclamação ao seguro

Se ambos concordam, a declaração amigável fixa a versão; se não, polícia ou prova escrita pesa mais.

Uma avaliação baixa pode ser contestada com orçamentos, fotos e apólice.

  • Condutores, proprietários, usuários de carro alugado e pessoas cujo veículo estacionado foi danificado.
NAVIVerificar a indemnização por acidente — quanto e como reclamar

O NAVI explica como reclamar a indemnização.

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Seus direitos antes de aceitar

  • Peça a seguradora responsável, número do processo e posição por escrito.
  • Não assine acordo final, renúncia ou versão que você não entende.
  • Guarde as faturas de reparo, os gastos de deslocamento e as mensagens numa cronologia.

Prazos e urgência

  • Documente os danos o quanto antes; fotos, peritaje ou orçamento feitos muito depois são fáceis de contestar.
  • Guarde cada data de notificação. O prazo pode correr desde o recebimento.
  • Se a seguradora fizer oferta ou negar, confira antes de aceitar ou responder.

  • Fotos antes de mover veículos, matrículas, local, hora, testemunhas e declaração correta.
  • Orçamento, peritaje, guincho, carro substituto e mensagens da seguradora.
  • Apólice, franquia, relatório da oficina e prova de propriedade ou contrato de aluguel.

Revisar documento da seguradora por 9,90 €

Ordem segura de ações

  • Primeiro garanta a segurança das pessoas e preserve as provas: fotos, testemunhas e referência policial se houver.
  • Reúna orçamentos, faturas, apólice, mensagens, oferta ou negativa.
  • Identifique quem responde pelo dano: a seguradora, o outro condutor ou outro responsável.
  • Envie o primeiro pedido escrito correto e escale só com o processo completo.

Um caso real: colisão de dois carros sem culpa provada — cada um assume metade

A primeira instância concedeu tudo, a apelação não concedeu nada e o Supremo concedeu exatamente a metade. Na noite de 25 de dezembro de 2010, em Madri, um táxi e um veículo de emergência do Summa-112 colidiram de frente. Nenhum dos condutores conseguiu provar a culpa do outro: o boletim policial não fixou como ocorreu e o processo penal contra o taxista terminou em absolvição por falta de prova. O pedido era por danos materiais: o reparo do táxi, 6.914,92 € conforme fatura paga pela sua seguradora MMT, e os dias parado, avaliados pela associação de táxis de Madri em 122,05 € por dia. O juízo de primeira instância concedeu 13.358,96 €. Em 2016 a Audiencia Provincial de Madrid revogou integralmente a sentença: sem prova da culpa de cada um, as culpas se neutralizavam e ninguém pagava, com custas da primeira instância para os autores. O plenário da seção civil do Supremo então fixou a doutrina.

O que não era evidente. Nos danos materiais a responsabilidade não se funda na solidariedade social com as vítimas, como nos danos pessoais, mas na culpa — com inversão do ônus da prova. Entre as três soluções possíveis (cada condutor indeniza integralmente o dano do outro; as culpas se neutralizam e ninguém indeniza; cada um assume 50 %), o plenário escolheu a terceira: “cada uno asuma la indemnización de los daños del otro vehículo en un 50%”. Daí a lição prática que os guias não dizem: se há colisão recíproca de dois veículos e o grau de culpa de cada condutor não pode ser determinado, o “a culpa não foi determinada, então não há pagamento” não corresponde à doutrina do plenário — nesse caso cada um assume metade dos danos do outro. Fora dessa situação (culpa comprovada de um, ou danos que não vêm de colisão entre dois veículos) a regra é outra e não se pode prometer metade. O inverso segue: se a culpa na colisão não for provada, você recebe metade e não o todo, e é isso que valem de fato as fotos antes de mover os carros e uma declaração amigável bem preenchida.

Resultado: 13.358,96 € concedidos em primeira instância → 0 na apelação → 6.679,48 € (a metade) após o Supremo. Além disso, o juro do art. 20 da Lei do Contrato de Seguro foi substituído pelo juro legal comum. O litígio durou mais de oito anos: colisão em dezembro de 2010, ação em dezembro de 2012, sentença do plenário em maio de 2019.

A doutrina está vigente: art. 1 da Lei sobre responsabilidade civil e seguro na circulação de veículos a motor (RDLeg 8/2004), na interpretação do plenário na sentença 294/2019. Não confunda com a regra dos danos pessoais: ali, sem prova do grau de culpa, aplicam-se indenizações cruzadas integrais (STS 536/2012) — o mesmo impacto se divide de forma diferente para pessoas e para veículos.

Supremo Tribunal, seção civil, plenário · 27.05.2019

O guia acima descreve a reclamação comum. Vale revisar não só o valor, mas com o que a culpa é provada: numa colisão entre dois veículos em que a incidência causal não pode ser repartida, o tribunal divide o dano pela metade; nos outros casos o resultado depende da sua combinação de fatos e não se promete de antemão.

Revisar meu caso

Erros que enfraquecem a reclamação

  • Assinar uma versão do acidente ou um acordo só porque alguém diz que é “o padrão”.
  • Confiar em ligações em vez de decisões e cálculos por escrito.
  • Jogar fora recibos, faturas de reparo ou mensagens porque parecem pouco importantes.

Se negarem, atrasarem ou oferecerem pouco

  • Peça motivo e cálculo por escrito.
  • Compare a decisão da seguradora com seus documentos e provas antes de discutir.
  • Se a recusa ou oferta baixa for sobre culpa ou avaliação do dano, prepare reclamação com provas.

Preparar reclamação por recusa ou oferta baixa

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FAQ

Devo assinar o documento da seguradora?

Só depois de entender o que ele encerra: lesões, dano material, tratamento futuro e renúncias.

Posso reclamar sendo estrangeiro ou turista?

Sim. Residência não é o ponto principal; provas, responsabilidade e prazos importam.

Resposta por telefone basta?

Não. Peça decisão, cálculo ou pedido por escrito.

Fontes

Guia informativo, não representação jurídica. Prazos e estratégia dependem do processo.

Só dano no carro após acidente? Preparar reclamação ao seguro

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  1. Caso real reescrito como lição: o que não era evidente, como terminou e a ligação para a decisão.
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  3. Revisão linguística: termos e frases verificados, correções aplicadas. Versões: RU, EN · Антон Белянский, controlo de qualidade
  4. Base legal, prazos e valores reverificados com fontes oficiais.
  5. Página publicada.

Este guia é informação geral sobre direito espanhol, não um parecer jurídico sobre o seu caso. As regras mudam e o resultado depende dos seus factos e documentos — confirme a sua situação antes de agir.

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